quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Realismo **


Vá lá meninas, vamos a dizer a verdade. Já não queremos o belo do romantismo. Não queremos as rosas que murcham dias depois, não queremos os cartões que acabam no fundo duma gaveta, não queremos os peluches que nos ocupam lugar ao fundo da cama. Isso são de outros tempos. Tempos em que uma ou outra de nós ainda acreditava que existia uma cara metade e que estaria ali mesmo, na mesma cidade que nós. Que parvas!


Agora exige-se algo mais sensorial, algo que nos toque realmente e não algo que nos tapa a vista ao vosso real devaneio pelos interiores das outras mulheres.
Queremos a paixão ali, no momento, queremos o acto tresloucado. Queremos jóias, perfumes, algo que vos provoque. Queremos aquele momento e não promessas de eternidade maçadora e frustrante.


A probabilidade de daqui a um ano estarmos com a mesma pessoa é tão pequena quanto o meu apreço pelos “amo-te”’, pelos “quero ficar contigo para sempre”, pelos “vou ser sempre teu”.
Realismo pretende-se! Ninguém se quer prender a um futuro ou a uma promessa. É hoje o nosso futuro e depende do que fizermos deste dia.